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14/05/2008 10:35
Na empresa que eu trabalho foi lançado um programa chamado Trajetoria, no qual os funcionários escrevem contando sobre sua história dentro da empresa... Resolvi dar um depoimento, mas não contando sobre mim, e sim sobre meu pai, que trabalhou 24 anos nesta mesma empresa....
Minha mensagem ainda não foi publicada, mas ontem recebi um email do presidente da America Latina, elogiando meu texto, e eu gostaria de compartilhar isso com vocês....
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Mensagem:
Há dois anos eu trabalhava como Assistente de Diretoria numa pequena empresa do Ramo de Construção Civil, quando soube de uma vaga de recepcionista bilíngüe no CENESP. Me candidatei. Em entrevista fui questionada do porquê de baixar meu cargo em carteira e meu salário para essa nova oportunidade e agora vou lhes responder.
Meu pai se chamava Luiz Antonio de Andrade. Trabalhou aproximadamente 24 anos na Alcoa, na divisão de Extrudados. Quando começou, seu cargo era Informante. Com o tempo foi subindo de cargo, tendo novas oportunidades e superando expectativas. Desde pequena me lembro da Alcoa presente na minha vida. Cinzeiro da Alcoa, caneta da Alcoa, calendário da Alcoa, agenda da Alcoa, boné, camiseta.... Eu costumava desenhar o símbolo da Alcoa nos meus cadernos de escola.
Uma vez disparou o alarme da unidade da Barra Funda, onde meu pai trabalhava, ainda no antigo prédio da Marques de São Vicente, onde hoje é a Editora Saraiva, se eu não me engano. Era um sábado e o segurança ligou para o meu pai... eu era muito pequena, não sei que cargo meu pai exercia na época, mas pra mim devia ser um cargo importante para o segurança ter ligado para ele. Sei que meu pai não tinha com quem me deixar, pois minha mãe estava fora, então ele me levou junto! Foi a maior aventura da minha vida... meu pai era o herói que ia salvar a empresa que ele trabalhava. Na verdade não era nada, algum rato ou passarinho que fez o alarme tocar, mas mesmo assim meu pai continuava sendo um herói pra mim.
Me lembro dos dias que meu pai me levava pra trabalhar com ele, poucas vezes, mas marcantes.... eu ficava desenhando nas folhas sulfites e brincando na máquina de escrever.... lembro-me das esculturas em alumínio que decoravam o escritório.
As festas de fim de ano eram o auge... o momento do ano mais esperado por mim e pelo meus irmãos. A gente ia num orfanato, ou creche, e os presentes eram distribuídos pelo Papai Noel para as crianças do orfanato/creche e para os filhos de funcionários. Uma vez meu pai se vestiu de palhaço numa festa dessas.... eu adorava palhaços, mas não sei porquê, essa palhaço eu não fui com a cara (risos). Comecei a chorar pedindo pelo meu pai e ele teve que tirar a roupa de palhaço e me pegar no colo. Mas uma vez meu pai, meu herói, me livrou do palhaço chato! (risos).
Eu e meus irmãos crescemos com o sobrenome Alcoa. Pois era assim que meu pai era chamado por todos: Luiz Antonio da Alcoa. Graças a Alcoa estudamos em ótimos colégios, fizemos ótimos cursos, ocupamos nossos horários de lazer com esportes e atividades que nos afastaram das drogas e más companhias.
Graças a Alcoa andamos de avião, mudamos para Goiânia, quando meu pai assumiu a Alusud de lá. Ficamos lá de 1989 a 1991. Graças a Alcoa conheci o meu primeiro amor e dei o meu primeiro beijo...
Depois fomos pra Campinas, voltamos pra São Paulo e a Alcoa sempre presente no nosso desenvolvimento pessoal, educacional e cultural.
Lembro de nomes que marcaram nossa história. Profissionais que trabalharam com meu pai e fizeram parte da nossa vida: tio Abujamra, Poiani, tio Osvaldo (pai do Juninho), tio Franklin, Washington, Nicholas, Cesar, Marcão, Cida, Romeo, entre outros.
Até que em 1996, faltando um ano e meio para meu pai se aposentar, a Alcoa abre um Programa de Demissão Voluntária. Meu pai, então com 47 anos, sonhava em abrir seu próprio negocio antes dos 50 anos e achou que essa era a hora. Se inscreveu no programa à contragosto de seu gestor e da nossa família. Montou uma Serralheria de Alumínio (Andralum Esquadrias de Alumínio) e se tornou cliente Alcoa. Durante algum tempo ainda era chamado de Luiz Antonio da Alcoa, mas aos poucos as pessoas foram se acostumando com a idéia de que ele era agora o Luiz Antonio da Andralum.
Com toda a bagagem profissional que meu pai adquiriu na Alcoa, não demorou muito para a Andralum ficar conhecida no mercado. Se tornou membro ativo da AFEAL (Associação dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) e consolidou a Andralum em solo firme. Participou de várias feiras e eventos, realizou grandes empreendimentos como o Carrefour da Giovanni Gronchi (Morumbi), conquistou grandes clientes como Editora Abril, Natura, Construtora Rossi, Babusch, Banco Cidade, Construtora Passarelli, Serpal Engenharia, entre outros. Até que o seu solo firme se foi.... em 2000, minha mãe veio a falecer vitima de pneumonia. 30 anos de casados e ela se foi... meu pai entrou numa depressão profunda e teve dificuldades em se erguer... chegou a casar de novo, mas o que parecia que veio para reerguê-lo, só ajudou a afundá-lo cada vez mais, tanto que o levou a um buraco do qual ele não conseguiu sair... até que ele não pode mais suportar e decidiu por conta própria partir para o outro plano, dando cabo a própria vida.
Mas com certeza ele nos deixou uma lição de profissionalismo, esforço , competência e ética. O pai que lembramos ter será sempre o Luiz Antonio da Alcoa e o mínimo que quero ser para meus filhos é o exemplo do que ele foi pra mim. Por isso eu aceitei baixar meu registro e meu salário em carteira e encarar essa nova oportunidade. Por saber que a Alcoa é uma empresa que valoriza seus funcionários e colaboradores, oferece plano de carreira e aposta no nosso futuro. E aquilo que recai sobre nós reflete nas pessoas que amamos. Trabalhar numa empresa como a Alcoa me faz bem e faz bem àqueles que estão comigo!
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Retorno gratificante:
Cara Tatiana - Débora & Nemercio compartilharam comigo o teu depoimento para o Programa Trajetória. Lhe digo, Tatiana, que poucas coisas me emocionaram tanto nestes últimos anos quanto o seu relato. Eu quero que voce saiba que faremos o possível e o impossível para continuar a fazer jús ao orgulho que teu pai - e você - sentiram e sentem por esta grande Companhia. Espero que a tua experiência nestes últimos dois anos tenha sido uma continuação de tudo de bom que aconteceu para "Luiz Antonio da Alcoa". Nós certamente nunca o esqueceremos pois seu depoimento estará para sempre registrado no Programa Trajetória. Obrigado por ter compartilhado a tua história e receba um grande abraço, Frank
enviada por Taty Paty Me-au
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